quinta-feira, 2 de maio de 2013

OLÁ QUERIDOS ALUNOS, BREVE TEREMOS NOVIDADES!
AGUARDEM.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

INTRODUÇÃO: MEIOS DE CONTRASTE RADIOLÓGICOS.




ATENÇÃO!: PARA VISUALIZAR MELHOR O CONTEÚDO DAS ILUSTRAÇÕES, BASTA CLICAR EM CIMA DA MESMA.


·         CONCEITOS GERAIS:
Meios de contraste: São substâncias ou materiais radiodensos, capazes de definir a anatomia das mais variadas estruturas ou partes do corpo.


 Substâncias ou materiais radiodensos: são os que possuem densidade elevada (d) e bloqueiam a propagação das radiações.

Ex. os ossos, metais, MEIOS DE CONTRASTE (Bário[Ba] ; Iodo [I])
OBS: as substâncias ou materiais de densidade elevada também são chamados de POSITIVOS (+), pois por possuírem densidade elevada, assumem valores positivos na escala de HOUNSFIELD.


 Substâncias ou materiais radiotransparentes: são os que possuem baixa densidade (d) e se deixam atravessar facilmente pelas radiações (não bloqueiam sua propagação).

Ex. o ar ambiente, CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono), gases em geral e substâncias de natureza lipídica.
OBS. As substâncias ou materiais de baixa densidade também são chamados de NEGATIVAS (-), pois por possuírem baixa densidade, assumem valores negativos na escala de HOUNSFIELD.




Densidade de uma substância: é a característica que a mesma possui em relação ao seu grau de agregação molecular.


Note que em 01 temos um espaço maior entre as moléculas (baixa densidade) e em 02, temos menor espaço entre moléculas, caracterizando uma maior agregação molecular (densidade elevada).



 Atenuação: é a característica que certos materiais possuem em relação às radiações.
·         ATENUAÇÃO = ABSORÇÃO, ou seja, de acordo com as mais variadas densidades, os materiais ou substâncias podem ou não absorver radiações.

Substâncias ou materiais HIPERATENUANTES: (HIPER = MUITO; ATENUANTES = ABSORVENTES) são os que possuem densidade elevada e sendo assim, possuem maior poder de absorção das radiações.
Ex. as substâncias ou materiais radiodensos (ossos, metais, MEIOS DE CONTRASTE [Ba e I]).

Substâncias ou materiais HIPOATENUANTES: (HIPO = POUCO; ATENUANTES = ABSORVENTES) são os que possuem densidade baixa e sendo assim, possuem menor poder de absorção das radiações.
Ex. as substâncias ou materiais radiotransparentes (ar ambiente, dióxido de carbono ou gás carbônico [CO2], gás metano [CH4] e substâncias de natureza lipídica (gordura, por exemplo). Lembre-se! O AR ambiente é um meio de contraste natural.

 Os meios de contraste mais utilizados nas modalidades de diagnóstico por imagem são:
a)    Iodado, a base de IODO (I), usado em radiologia geral (raios-x e tomografia computadorizada);
b)  Baritado, a base de BÁRIO (Ba) (BaSO4) ou Bariogel, usado em radiologia geral (raios-x e tomografia*);
c)  Gadolínio (Gd), gadopentato dimeglumínico, gadoversatinamida, considerado como meio de contraste paramagnético, usado em exames de ressonância magnética nuclear;
                d)   D-Galactose, usado em exames de ultrasonografia.


Nota: * em tomografia, o uso de (SULFATO DE BÁRIO) BaSO4  torna-se dispensável, devido à sua elevada densidade, somada aos movimentos peristálticos das vísceras ocas (intestino), geram imagens borradas (artefatos de movimentação) prejudicando a imagem. Há quem defenda seu uso, porém ainda não existem protocolos formais para que o bário deixe de der usado para esta finalidade.


PARA FIXAR NA MENTE:


Os meios de contraste são substâncias que, pela sua composição química e densidade, modificam a absorção que os órgãos e os tecidos naturalmente provocam na radiação X. A importância dos contrastes foi reconhecida quase simultaneamente à descoberta da radiação X. O contraste radiográfico depende da diferente absorção dos raios X pelos tecidos que atravessa. Essa absorção depende do número atômico, da con­centração molecular e da espessura dos tecidos. No caso de uma radiografia pulmonar, os te­cidos radiografados (pulmões, coração, ossos etc.) têm pela sua constituição um contraste natural, mas, na radiografia abdominal, por exemplo, a composi­ção dos órgãos é tão semelhante que as diferenças de absorção são muito pequenas e para serem vi­sualizadas radiograficamente pode ser necessária à utilização de meios de contraste. Os contrastes podem ser introduzidos nas ca­vidades ou órgãos (preenchimento luminal), ou se­rem injetados em artérias e veias, permitindo obter imagens do interior dos órgãos ou dos vasos san­güíneos. Na sua ação, os contrastes podem determinar que a radiação absorvida seja superior a dos órgãos e tecidos adjacentes, sendo classificados como con­trastes positivos, compostos moleculares de estruturas com átomos de elevado número atômicos, que absorvem maior quantidade de radiação, como acontece com o bário e o iodo; ou como contrastes negativos, os compostos de baixa densidade e baixo número atômico, como o ar, o oxigênio e o anidrido carbônico.


PROFESSOR: RICARDO SOUZA / 2012 / BELÉM-PA - MEIOS DE CONTRASTE RADIOLÓGICOS.

domingo, 13 de dezembro de 2009

A importância do conhecimento da anatomia humana para os cursos da área de saúde.

* Ricardo Souza.


      Para quem estuda ou pretende participar de um curso na área de saúde, seja ele de nível técnico ou superior a disciplina de anatomia humana é uma ferramenta de fundamental importância e até posso dizer que a considero como a ciência mãe dessa área.

     Anatomia humana parece ser um desafio para muitos – digo mais: parece não, é um desafio real! - principalmente para aqueles que estão iniciando seus estudos na área da saúde, mas se for estudada de forma organizada e sistematizada, torna-se uma situação otimizada tanto para o docente ministrante da disciplina quanto para o aluno, principalmente quando relacionada a situações práticas como visitas aos laboratórios de anatomia ou aos necrotérios.
      Nos laboratórios temos os manequins e peças anatômicas, réplicas das partes do corpo humano ou mesmo partes reais em soluções conservantes; no necrotério, cadáveres para práticas de dissecação e estudo mais aprofundado.
     Vale lembrar que é sempre bom termos um atlas de anatomia humana em mãos, pois eles trazem muitas informações sobre o conhecimento geral da maioria das estruturas do corpo humano. Alguns deles são bem mais específicos e completos, com uma grande quantidade de informações detalhadas mostradas em fotografias ou ilustrações feitas à mão por artistas treinados e outros mais simples por serem utilizados em situações que não exijam tanto aprofundamento em determinadas situações (os de conteúdo mais resumido).
     Até mesmo para uma simples aplicação de uma injeção intramuscular, devemos ter o conhecimento da área de interesse, pois dessa forma saberemos se poderemos possivelmente atingir alguma estrutura como um vaso samguíneo ou um nervo, por exemplo, e assim, evitar possíveis problemas em nossos procedimentos.
     Outro exemplo de situação em que o conhecimento da anatomia humana é importante aplica-se aos profissionais da imaginologia médica, como os técnicos e tecnólogos em radiologia que precisam ter um conhecimento muito abrangente desta ciência para que eles possam atuar de forma precisa na localização de estruturas e na realização de exames radiológicos – costumo até brincar com meus alunos dizendo que eles devem falar anatomia fluentemente – o que não deixa de ser uma verdade que deve ser aceita por esses profissionais.
   Vamos mais adiante: todos nos concordamos que um acadêmico de medicina, enfermagem, fisioterapia e tantos outros estudantes mergulham fundo na disciplina com o intuito de dominar a anatomia e usá-la posteriormente como ferramenta principal nas suas atividades de trabalho cotidianas.
     Portanto, anatomia é considerada como um ramo das ciências biológicas que estuda a estrutura e a forma de células, tecidos, órgãos ou sistemas (LOPES, 1994, p 14.) e tenho certeza de que o grego Teofrasto (discípulo de Aristóteles) tido como o mais antigo relator de experiência com dissecação de cadáveres (WIKIPÉDIA.ORG, NOV. 2009.) ficaria feliz em saber que nos, os estudiosos da anatomia possuímos largo conhecimento do corpo humano, fruto de incansável pesquisa e dedicação.
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*Técnico em radiologia e chefe do serviço de diagnóstico por imagem do hospital do pronto-socorro municipal Mário Pinotti - Belém - PA, acadêmico de tecnologia em radiologia e Licenciado pleno em Biologia e professor das disciplinas anatomia humana  e radiológica, posicionamento radiológico, técnicas contrastadas, especialização técnica em tomografia computadorizada, capacitação técnica em mamografia e ressonância magnética nuclear dos cursos ENFERTEC, DNA Radiologia, BIORAD E NEXT CURSOS e colaborador do CCIH (centro de controle de infecção hospitalar) - MP em Biossegurança do serviço de diagnóstico por imagem no ambiente hospitalar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CONHECENDO O APARELHO DE RAIOS-X...

...DO TIPO FIXO E ALGUNS ACESSÓRIOS / POR RICARDO SOUZA.

LOGO ABAIXO, TEMOS A FIGURA QUE ILUSTRA UM PAINÉL DE COMANDO:

NESTE PAINÉL PODEMOS LIGAR E DESLIGAR O APARELHO, AJUSTAR OS FATORES FORMADORES DA TÉCNICA RADIOGRÁFICA E PROMOVER O PREPARO E O DISPARO DE RAIOS-X.

A IMAGEM ABAIXO MOSTRA O TUBO E A MESA DE RAIOS-X.


DENTRO DO TUBO DE RAIOS-X ENCONTRAMOS UMA AMPOLA DE VIDRO FECHADO À VÁCUO COM OS ELETRODOS: O CATODO, CÁTODO OU CATÓDIO (+) E O ANODO, ÂNODO OU ANÓDIO (-).


NA MESA DE EXAMES PODEMOS ENCONTRAR UMA GAVETA COM UMA BANDEIJA QUE SERVE DE SUPORTE PARA OS CHASSIS RADIOGRÁFICOS, COMO MOSTRADO NA FIGURA ABAIXO:

TAMBÉM, PODEMOS ENCONTRAR ESSE MESMO CONJUNTO NO BUCKY.



O TUBO DE RAIOS-X COM SEU MOSTRADOR FRONTAL E TRANSFERIDOR DE ÂNGULOS:

AGORA, TEMOS A CAIXA DE COLIMAÇÃO (RESTRIÇÃO DO FEIXE DE RAIOS-X).

EXISTEM ALGUNS ACESSÓRIOS COMO OS DIVISORES DE CHASSIS: UMA FOLHA DE CHUMBO ASSOCIADA À UMA MOLDURA DE METAL (AÇO POR EX.), FORMANDO UM DISPOSITIVO MÓVEL, COMO VISTO NA FIGURA ABAIXO:

NOTA: ESSE TIPO DE ACESSÓRIO REQUER UM CUIDADO EXTRA NO SEU MANUSEIO, POIS AO RECEBER QUALQUER CHOQUE MECÂNICO PODE EMPENAR E NÃO ENCAIXAR SUA MOLDURA CORRETAMENTE NO CHASSI.
PODEMOS ENCONTRAR DIVISORES NOS RESPECTIVOS TAMANHOS DE CHASSIS COMERCIALMENTE VENDIDOS.

O NEGATOSCÓPIO: É UM TIPO DE CAIXA QUE POSSUI UM SISTEMA DE LÂMPADAS PARA A VISUALIZAÇÃO DAS RADIOGRAFIAS.
PODE SER SIMPLES OU DUPLO.


DICA: TODA VEZ QUE VOCÊ FOR COLOCAR UMA RADIOGRAFIA EM UM NEGATOSCÓPIO, COLÓQUE-A SEMPRE COM A JANELA DE IDENTIFICAÇÃO VOLTADA PARA A "ESQUERDA" DE QUEM LÊ O EXAME.

E ENTÃO, GOSTARAM DA MATÉRIA? ESPERO QUE SIM E ATÉ A PRÓXIMA MEUS AMIGOS.



PROFESSOR RICARDO SOUZA / BELÉM-PA - 2009.

quarta-feira, 18 de março de 2009

terça-feira, 4 de novembro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008